Um dia, quando os meus filhos crescerem…

Quero que saibam que tínhamos amigos com quem partilhávamos todos os momentos que podíamos e que íamos a casa deles, a pé ou de bicicleta, para ver se eles lá estavam…

Quero também que saibam viver cada momento presente, que saibam preparar o futuro e, acima de tudo, aprendam a lutar por ele…

Quero que saibam alegrar-se com os sucessos, mas sobretudo levantar-se e recomeçar após uma desilusão…

Quero que saibam entender e amar a vida com tudo o que ela tem de simples, de belo, mas também de cinzento e de luta…

Um dia, quando os meus filhos crescerem, se eu lhes conseguir explicar e eles quiserem entender, quero que saibam tudo isto e muito mais para mais tarde também eles o ensinarem aos seus filhos…

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A lua de Joana

Treze anos depois, e com uma perspectiva inevitavelmente diferente, pelo tempo que passou e pelo facto de agora ser pai, voltei a ler “A lua de Joana”. Escrito na década de 90, “A lua de Joana” retrata-nos a vida de uma jovem de 14 anos que vê a sua vida profundamente abalada pela morte da sua melhor amiga, vítima de overdose, e que não encontra em casa o apoio necessário para ultrapassar a situação.

A sua família, de classe média/alta, vive demasiado ocupada para se aperceber que ela está a crescer, que também tem problemas e inquietações e que necessita de muito mais do que uma boa situação económica para se sentir feliz. O pai, um reputado cirurgião completamente viciado no seu trabalho, sai de casa de manhã cedo, ainda antes de Joana acordar, e volta quase sempre quando ela já está deitada, sendo raras as ocasiões em que janta com a família. A mãe, dona de uma loja de roupa, leva uma vida absolutamente fútil, apenas se interessando por revistas, moda e festas.

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Batalha naval

Sentados frente a frente, com uma pequena barreira entre nós para não espreitarmos o jogo adversário, começámos a disparar séries de três tiros, certeiros, alguns, em cheio na água, outros. Jogámos na versão mais fácil, ou seja, identificando qual o tiro certeiro e o tipo de navio atingido, pelo que alguns minutos depois já a frota de ambos estava meia afundada e ao fim de pouco mais de meia hora o jogo estava terminado. Mas seguiu-se outro, e depois mais outro, e ao terceiro ou quarto dei com a minha filha a ganhar-me, pois aprendeu bem mais depressa do que eu pensava.

Foram momentos bem passados e no final, mais importante do que ganhar ou perder, descobrimos mais uma boa maneira de ocuparmos o tempo e de nos divertirmos, e tudo com apenas duas folhas de papel e duas canetas…

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