Amor afectivo e amor carnal
O amor é a rainha das paixões e a mais rica, porque abrange a totalidade do ser humano, desde os mais puros cumes da vida espiritual até às tendências mais carnais. A alma e o corpo estão nele igualmente comprometidos. O amor nobre, o amor plenamente humano, é um amor de todo o homem.
Amar como homem, amar como mulher
Numa só palavra, o homem é mais carnal, a mulher mais afectiva. Muitos mal entendidos e até rupturas conjugais, secretas ou confessadas, são consequência desta diferença.
A paz conjugal
As perguntas da mulher dirigem-se a orientar a conversa para temas de intimidade. “Amas-me, querido?”, diz ela. E ele encolhe os ombros. Pois claro, já se sabe que a ama. Então, por que se teria casado com ela? Que necessidade tem de o repetir dez vezes ao dia?… Ela, a mulher, encontra nisso um encanto sempre novo.
Em... [Ler o texto completo]
Castidade conjugal
O aspecto mais aparente desta castidade conjugal é a fidelidade. Outro aspecto menos visível encontra-se na obediência às leis naturais do amor. Um terceiro, aquele sobre o qual convém sobremaneira insistir, é a moderação da paixão, ainda no que ela tem de mais legítimo.
Fidelidade
A fidelidade tem as suas provas. Muito frequentemente, por volta do décimo ano do casamento, as melhores famílias passam por uma crise. O hábito roubou ao amor conjugal o encanto da descoberta; os anos, ao passar, foram portadores de cuidados que vêm destruir o encanto da vida comum de um lar, cuja simples vista basta para recordar os pequenos aborrecimentos quotidianos.
Dos... [Ler o texto completo]
Corrupções do amor
Muitos julgam que, uma vez casados, tudo lhes é permitido, e que é legítimo procurar o prazer por todos os meios – inclusive nos refinamentos que vão até à perversão – ou, mais exactamente, não chegam, a compreender que a procura de todos os meios de aumentar o prazer possa constituir perversão.