Ditadores

Levados por um desejo grande de as vermos felizes, ansiando ver nos seus rostos aqueles sorrisos que são a luz das nossas casas, cometemos verdadeiros disparates educativos e contribuímos para que se transformem nada mais nada menos do que em pequenos monstros, ditadores em potência.

Cumprimos os seus desejos quando não o devíamos fazer. Quando a nossa cedência não é benéfica para eles. Basta-lhes, por vezes, fazer uma birra, chorar um pouco, insistir mais vezes, para terem aquilo que pediam.

Muitas vezes recusam-se a obedecer aos professores, por exemplo – ou a aceitar as regras de um jogo feito com os companheiros – porque estão acostumados a mandar… lá em casa.

O erro que cometemos é tão parecido com uma virtude que mal reparamos nele.

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Paulo Geraldo