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A figura do pai
Recuperar
a figura do pai É certo que alguns governos, conscientes da situação caótica a que se pode chegar, estão já a tomar medidas, no campo da política familiar e de educação, para obviar, ou pelo menos minimizar, as suas consequências. Contudo, atendendo a que cada vez é mais notória a tendência para a inserção de todos e de cada um na tão falada "aldeia global", tais medidas serão tanto mais eficazes quanto maior e melhor for a concertação entre governos e organizações internacionais. Fenómenos como o das mães solteiras, dos divorciados ou simplesmente separados, das uniões de facto, da homossexualidade, droga, criminalidade e violência, resultam essencialmente da instabilidade da vida familiar que, por sua vez, tem a sua raiz no desentendimento entre os Pais e, em particular, no quase desaparecimento da figura do Pai. Em
tais circunstâncias, as principais vítimas são as mulheres, e em especial as
mães solteiras - que se vêm abandonadas por homens incapazes de assumir e respeitar
compromissos - , e as crianças, que na prática ficam sem pai. As
estatísticas mostram que filhos nascidos de mães não casadas permanecem na pobreza
mais de 50% dos seus anos de infância, ao passo que essa percentagem é apenas
de cerca de 7% no caso de crianças nascidas em lares estáveis. A
presença do Pai (pai e marido) no lar é fundamental para a estabilidade familiar
e para o futuro dos filhos, porque: a)
fomenta confiança na esposa e nos filhos; b)
torna mais eficaz a educação e o controlo dos excessos dos jovens, para o que
é imprescindível uma acção conjunta e previamente concertada do pai e da mãe c)
dá um forte contributo para a socialização e para um equilibrado desenvolvimento
psicológico dos filhos. Li,
há dias, um artigo em que se escrevia: "O Pai é o mediador entre o filho
e a realidade". Está provado que muitos, se não mesmo a maioria dos problemas
sociais, poderão ser resolvidos se se recuperar a figura do Pai e se estimular
a sua presença no lar, como pai e como marido. A
comemoração do dia de São José, excelente modelo de Pai e como tal a ele dedicado,
é propício a uma profunda reflexão: por parte do Pai, para ver até que ponto
está a corresponder à sua missão de Pai e de Marido, e para analisar que tipo
de modelo é ou quer ser em relação aos seus filhos; por parte da Esposa e Mãe,
para se examinar quanto á ajuda que dá ao seu marido, particularmente na honrosa
tarefa de educadores e de formadores de cidadãos livres, responsáveis e militantes
de uma filosofia baseada na verdade, na justiça e no amor; por parte dos filhos,
para - independentemente das justas e delicadas manifestações de carinho ao
pai - vejam como o respeitam, compreendem e ajudam. Voltar a o pai |
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A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família. (Tolstoi)
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